segunda-feira, 27 de março de 2017

GCM DE LARANJAL PAULISTA FOI UM DOS DESTAQUES NO SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE JUSTIÇA RESTAURATIVA EM SÃO PAULO

" GCM DE LARANJAL PAULISTA FOI UM DOS DESTAQUES NO SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE JUSTIÇA RESTAURATIVA EM SÃO PAULO ".  

Entre os dias 23 e 24 de março do corrente ano a Guarda Civil Municipal de Laranjal Paulista/SP,representou o município no Seminário Internacional de Justiça Restaurativa que aconteceu no Município de     São Paulo/SP. A Guarda Civil Municipal de Laranjal Paulista com a Equipe do projeto GAPE - Grupamento de Apoio e Prevenção a Educação formada pelos Gcms Cláudio, Faulim, Lopes, Pedroso, Cmt Roseval e Sub-Cmt Leandro, o evento foi realizado no auditório do GADE MMDC localizado  na av. Ipiranga. O Seminário Internacional de Justiça Restaurativa Teve como tema - Dialogando para Transformar Realidades, evento de  realização do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio de sua Coordenadoria da Infância e da Juventude, da Escola Paulista da Magistratura, da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo e do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, com o apoio da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), da Associação Paulista de Magistrados (APAMAGIS) e de Terre des hommes (Tdh).


O Projeto de Justiça Restaurativa iniciou-se em Laranjal Paulista por meio da Secretaria de Educação com apoio do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com a coordenação da Guarda Civil Municipal, que já desenvolve um trabalho social no Município, denominado “Laranjal Contra as Drogas”.
Segundo os GCMs, o projeto Justiça Restaurativa possui caráter universal, podendo a metodologia ser aplicada na resolução de conflitos ou outros tipos de convivência de maneira mais humanizada, em que vítima e agressor podem se olhar de frente e com o apoio dos guardiões, devidamente capacitados, entrar num entendimento justo e humano. Explicaram ainda que a meta principal deste projeto é atuar na prevenção, evitando que o jovem cometa atos violentos. Com o apoio efetivo da comunidade esse projeto visa ainda um modelo novo de policiamento, onde os GCMs buscam dentro da comunidade resoluções simples de conflito, que faz a diferença em termos de segurança pública. Os GCMs ainda ressaltam que a segurança pública, para ser eficiente, necessita do envolvimento da comunidade.
Em Laranjal Paulista foram capacitados 65 guardiões de Justiça Restaurativa pela Consultora Monica Mumme do Laboratório de Convivência. Dentre esses guardiões existem funcionários de todas as secretarias da prefeitura.
Laranjal Paulista além de ser polo irradiador de Justiça Restaurativa, reconhecido pelo Tribunal de Justiça, também criou um Núcleo Interinstitucional de Justiça Restaurativa (Município), que é o segundo do Estado. O núcleo tem como finalidade principal articular a rede pública para que os processos circulares tenham seus combinados devidamente cumpridos.
A GCM de Laranjal é a primeira instituição de Segurança Pública do país a trabalhar com o Projeto de Justiça Restaurativa. 


Em SP o Seminário teve como tema “Dialogando para Transformar Realidades”; Três Cidades puderam compartilhar suas experiências com Justiça Restaurativa e Laranjal foi uma das cidades-destaque no evento, apresentando a Oficina - A diversidade do Estado de São Paulo – vivências e práticas: resultados que trazem reflexões e certezas Polo irradiador de Justiça Restaurativa de Laranjal Paulista: a experiência com a Guarda Civil Municipal Alexandro Pedroso de Souza e Luis Alexandre Faulim – guardas civis municipais e coordenadores do Núcleo Interinstitucional de Justiça Restaurativa do Município de Laranjal Paulista
Polo irradiador de Justiça Restaurativa de Santos: política pública e interinstitucionalidade
Liliane Claro de Rezende – coordenadora operacional do Programa Justiça Restaurativa da Secretaria de Educação do Município de Santos
Polo irradiador de Justiça Restaurativa de Tatuí: Poder Judiciário e comunidade
Marcelo Nalesso Salmaso – juiz de Direito titular da Vara do Juizado Especial Cível e Criminal e da Infância e da Juventude e coordenador do Núcleo da Justiça Restaurativa da Comarca de Tatuí/SP e integrante da CIJ/TJSP.

Juízes e Promotores de todo país participaram do evento, além de palestrantes internacionais os Canadenses  Dorothy Vaandering – professora associada na Faculdade de Educação da Memorial University em Newfoundland e Labrador - palestrando Educação Vivendo a mudança de paradigmas pessoal e profissionalmente – a contribuição de Paulo Freire e Aaron Lyon – mestre em Transformação de Conflitos, facilitador, capacitador e mediador especializado em questões de Justiça e responsabilidade palestrando Justiça Restaurativa aplicada aos crimes de maior potencial ofensivo – experiência canadense. 

Estiveram presentes ainda autoridades do nosso município, como o Prefeito Dr. Alcides de Moura Campos, a Juíza de Direito Dra. Eliane Cristina Cinto, Secretário de Finanças Luciano Marson, Secretária da Educação Claudélia Miranda Valente Mantovani, os vereadores Dr. José Francisco de Moura Campos , Cláudia Regina Martins e demais funcionários da Rede do nosso Município.


A oficina de Laranjal iniciou-se com a apresentação do Projeto GAPE e seus integrantes  Dra. Eliane Cristina Cinto – Juíza de Direito que dispôs sobre Justiça Restaurativa;  e o GCM Alexandro Pedroso de Souza  relatando sobre a humanização do agente de segurança, sobre o Núcleo Interinstitucional de Justiça Restaurativa, estatística, experiências em processos circulares e Segurança Pública e Justiça Restaurativa.
O evento foi considerado um sucesso,  no encerramento com a participação de todos os presentes montou-se um enorme circulo humano para celebrar o encontro. 






GCM CLÁUDIO RAIMUNDO / LARANJAL PAULISTA / SP


quarta-feira, 22 de março de 2017

" GCM DE LARANJAL PAULISTA PARTICIPA DE SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE JUSTIÇA RESTAURATIVA EM SÃO PAULO ".

" GCM DE LARANJAL PAULISTA PARTICIPA DE SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE JUSTIÇA RESTAURATIVA EM SÃO PAULO ".  

A Guarda Civil Municipal de Laranjal Paulista com a Equipe do projeto GAPE - Grupamento de Apoio e Prevenção a Educação formada pelos Gcms Cláudio, Faulim, Lopes, Pedroso, Cmt Roseval e Sub-Cmt Leandro, tem o privilegio de comunicar que estará participando nos dias 23 e 24 de Março de 2017 na Cidade de São Paulo no auditório do GADE MMDC na av. Ipiranga do Seminário Internacional de Justiça Restaurativa - Dialogando para Transformar Realidades, evento de  realização do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio de sua Coordenadoria da Infância e da Juventude, da Escola Paulista da Magistratura, da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo e do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, com o apoio da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), da Associação Paulista de Magistrados (APAMAGIS) e de Terre des hommes (Tdh).

Veja a programação
Dia 23/3
8 às 9h – Credenciamento

9 às 9h30 – Mesa de abertura
9h30 às 9h50 – Apresentação do seminário
Egberto de Almeida Penido – juiz titular da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude da Capital/SP e integrante da CIJ/TJSP responsável pela área de Justiça Restaurativa
Dina E. Thrascher – assessora de imprensa e diplomacia pública do Consulado Geral do Canadá em São Paulo

9h50 às 11h30 – Ancestralidade
Erna Thecla Maria Hakvoort – juíza de Direito titular da 1ª Vara do Juizado Especial Cível da Comarca de Sorocaba/SP e integrante da CIJ/TJSP
Rita de Cássia Rocha Coelho de Oliveira – psicóloga e psicoterapeuta há 40 anos e facilitadora em grupos de autoconhecimento
Exposição: Culturas ancestrais
Apresentação artístico-cultural

11h30 às 12h – O histórico da edição da Resolução 225 do Conselho Nacional de Justiça
Bruno Ronchetti de Castro – juiz de Direito titular da Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Botucatu/SP e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

12 às 12h30 – Justiça Restaurativa como política pública
Egberto de Almeida Penido – juiz titular da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude da Capital/SP e integrante da CIJ/TJSP responsável pela área de Justiça Restaurativa
Andrea Svicero – assistente social, supervisora do serviço de Justiça Restaurativa da CIJ/TJSP

12h30 às 14h – Intervalo para almoço

14 às 16h – Educação
Vivendo a mudança de paradigmas pessoal e profissionalmente – a contribuição de Paulo Freire
Dorothy Vaandering – professora associada na Faculdade de Educação da Memorial University em Newfoundland e Labrador

16 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 18h – Justiça Restaurativa aplicada aos crimes de maior potencial ofensivo – experiência canadense
Aaron Lyon – mestre em Transformação de Conflitos, facilitador, capacitador e mediador especializado em questões de Justiça e responsabilidade
18 às 18h – Encerramento com apresentação de grupo de arte Hip Hop e grafitagem
Dia 24/3
8 às 9h – Credenciamento

9 às 9h20 – Fala de introdução
9h20 às 11h – Processos formativos: como promover o aprendizado sobre Justiça Restaurativa
Lastênia Soares de Lima – diretora de programa de Justiça Juvenil Restaurativa de Terre des hommes no Brasil
Vânia Curi Yasbek – integrante da equipe Justiça em Círculo, capacitadora licenciada pelo Instituto Latino-americano de Práticas Restaurativas
Petronella Maria Boonen – fundadora da linha de Práticas Restaurativas do Centro de Direitos e Educação Popular de Campo Limpo
Lia Diskin – presidente do Conselho Deliberativo da Associação Palas Athena

11 às 12h – Justiça Restaurativa no Brasil
Experiências de Justiça Restaurativa no Estado do Rio Grande do Sul
Leoberto Narciso Brancher – juiz de Direito e coordenador do Programa Justiça Restaurativa para o Século 21 do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Experiências de Justiça Restaurativa no Estado de Pernambuco
Marcelo Pelizzoli – professor nos mestrados em Direitos Humanos e em Saúde Coletiva e coordenador do Espaço de Diálogo e Reparação da Universidade Federal de Pernambuco

12 às 12h30 – Debates
12h30 às 14h – Intervalo para almoço
14 às 15h30 – A diversidade do Estado de São Paulo – vivências e práticas: resultados que trazem reflexões e certezas
Polo irradiador de Justiça Restaurativa de Laranjal Paulista: a experiência com a Guarda Civil Municipal
Alexandro Pedroso de Souza e Luis Alexandre Faulim – guardas civis municipais e coordenadores do Núcleo Interinstitucional de Justiça Restaurativa do Município de Laranjal Paulista
Polo irradiador de Justiça Restaurativa de Santos: política pública e interinstitucionalidade
Liliane Claro de Rezende – coordenadora operacional do Programa Justiça Restaurativa da Secretaria de Educação do Município de Santos
Polo irradiador de Justiça Restaurativa de Tatuí: Poder Judiciário e comunidade
Marcelo Nalesso Salmaso – juiz de Direito titular da Vara do Juizado Especial Cível e Criminal e da Infância e da Juventude e coordenador do Núcleo da Justiça Restaurativa da Comarca de Tatuí/SP e integrante da CIJ/TJSP

15h30 às 16h – Debates

16h às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h30 – Reflexões sobre as experiências de Justiça Restaurativa no Brasil
Aaron Lyon – mestre em Transformação de Conflitos, facilitador, capacitador e mediador especializado em questões de Justiça e responsabilidade
Dorothy Vaandering – professora associada na Faculdade de Educação da Memorial University em Newfoundland e Labrador

17h30 às 18h – Perguntas
18 às 18h20 – Mesa de encerramento
18h20 às 18h30 – Apresentação artística

GCM CLÁUDIO RAIMUNDO / LARANJAL PAULISTA / SP

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

POLICIA MILITAR DE CONCHAS COM APOIO DE FORÇAS DE SEGURANÇA DA REGIÃO RECUPERARAM GADOS ROUBADOS DE FAZENDA NO MUNICÍPIO DE CONCHAS.


POLICIA MILITAR DE CONCHAS COM APOIO DE FORÇAS DE SEGURANÇA DA REGIÃO RECUPERARAM GADOS ROUBADOS DE FAZENDA NO MUNICÍPIO DE  CONCHAS.


Na noite de ontem, 11NOV16, após denúncia via rede radio Copom,   viaturas de conchas auxiliadas pelas forças de segurança  da região, prende indivíduos por roubo de gado e recupera 34 (trinta e quatro) cabeças de gado roubadas. Policiais militares de Conchas receberam informação de que indivíduos, mediante o uso de armas,  haviam rendido funcionários e roubado gado de uma fazenda de confinamento bovino localizada pela Estrada do Porto do município. Rapidamente os militares fizeram contato com as polícias militares e guardas municipais dos municípios vizinhos para realização do cerco policial. Em certo momento os agentes da Lei receberam uma denúncia de onde as carretas poderiam estar. Os policiais deslocaram até o local onde obtiveram êxito em abordar três caminhões (carretas) com 34 (trinta e quatro) cabeças de gado. Os motoristas haviam acabado carregar o gado e até o momento não sabiam sobre o crime, os militares também chegaram a mais dois indivíduos da região de Marília e um terceiro de Conchas. Segundo informações os indivíduos foram até a fazenda a tarde a fim e negociarem o gado, solicitando que o gado fosse apartado para ser carregado. No período da noite os meliantes teriam chegado e anunciaram o roubo. O gado estava sendo levado para o município de Tupa. Os policiais prenderam em flagrante três criminosos, recuperaram 34 (trinta e quatro) cabeças de gado, apreenderam três caminhões, e ainda dois veículos envolvidos com o roubo. Contem com a Polícia Militar. Favor divulgar!  
Agentes envolvidos na ocorrência,  Sd Pm Rafael Conchas, Sd Pm Felipe e Sd Pm Mendonca, apoiaram nesta as viaturas PM Laranjal Paulista,  Pereiras,  Anhembi, Piracicaba e as Guardas Civis de Laranjal e Piracicaba...o apoio de todos foi fundamental!


Nota sobre a ocorrência: Senhores eu estava acompanhando o empenho das forças de segurança nesta ocorrência  de roubo de gado, foi lindo de ver os municípios se unirem e cada um usando os meios de comunicação que nós temos em mãos, principalmente os grupos do aplicativo whats ap de Segurança Pública, foi de grande importância pra o desfecho com êxito nessa ocorrência, isso demonstra para todos, que não interessa a cor da farda e qual cidade trabalhamos, ficou provado mais uma vez que " JUNTOS SOMOS FORTES". Parabéns a TODOS pelo empenho e profissionalismo.

FONTE: WHATS AP SEGURANÇA PÚBLICA DE LARANJAL PAULISTA

GCM CLÁUDIO RAIMUNDO / LARANJAL PAULISTA / SP

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Defenda o professor na frente de seu filho e não precisará defender seu filho na frente do delegado


Aos filhos devem ser claras as regras de convivência, sustentadas pelas posturas uníssonas de seus pais – mesmo que estes não morem mais juntos. Isso contribui inegavelmente à formação, nos jovens, de uma personalidade firmada sobre sólidos princípios, que os tornarão menos suscetíveis a seguirem rumos indesejáveis em suas tomadas de decisão vida afora.
Não obstante um sem-número de publicações que se prestem a orientar pais e educadores, no sentido de basicamente lhes permitir uma imposição de limites eficientes aos filhos/educandos, a realidade parece ainda tomar o sentido oposto. Tendo como base o tipo de relação comumente estabelecido hoje entre os pais e as escolas, seja na rede pública ou particular, evidenciam-se, na maior parte das vezes, dissonâncias entre família e instituição, extremamente lesivas à formação do aluno.
Exceções à parte, a maioria dos pais comporta-se de maneira defensiva ao tratar de assuntos relacionados ao comportamento dos filhos, como se estivesse de antemão sendo acusada de negligência, ausência ou mesmo impotência nos cuidados com a educação filial. Esse protecionismo inclusive se manifesta na presença dos filhos, o que de imediato já desautoriza a figura docente ao estudante, minando possibilidades de se construir um relacionamento de confiança e respeito entre professor e aluno, bem como entre pais e escola. Nesses momentos, muitos desses pais desfiam um corolário de clichês desprovidos de fundamentos coerentes, tais como: “Em casa, ele não é assim”; “Ele diz que fulano o atrapalha; muda meu filho de lugar.”; “Ele reclama que tal professor implica com ele.” etc. Nem ao menos percebem o simples fato de que o professor é responsável pelos seus filhos por algumas horas semanais.
Verdade seja dita: a grande maioria dos professores seria incapaz de perseguir seus alunos; muito pelo contrário, hoje os docentes são menos perseguidores do que perseguidos – fato que as notícias que abundam na imprensa o comprovam. Há muito vem se instalando, nas instituições escolares, gerações de educadores formados a partir de concepções pedagógicas renovadas e dissonantes, em sua totalidade, com práticas lesivas e/ou baseadas em meros juízos de valor. Além do mais, normas, dispositivos e regulamentações legais – educacionais ou não – seguramente respaldam a manutenção da integridade física e moral dos menores em nossa sociedade.
Nesse sentido, vale uma referência ao desenho “Procurando Nemo”, da Disney, principalmente em razão das ações do pai do peixinho que dá nome à animação. Emblemático desse comportamento é o momento em que, estando no interior de uma baleia com uma companheira, esse pai dirige-se à colega, trocando-lhe o nome com o do filho: “Você não vai conseguir, Nemo!”. Esse ato falho acaba por revelar o aspecto mais lesivo desse tipo de atitude no contexto educacional familiar e que consiste em seu caráter superprotetor. Ao tentar poupar os filhos do confronto direto com os atos praticados e suas conseqüências, os pais impedem-lhes a construção de uma identidade autônoma que deveria norteá-los seguramente frente às complicações inerentes ao seu processo de amadurecimento.
O mundo nos impõe sucessivas situações-problemas, cujas resoluções dependem de nosso equilíbrio na busca por soluções adequadas. Ora, se nos foi negado, desde sempre, o exercício de optar entre uma ou outra saída, por nossa própria conta e risco, como poderemos ultrapassar barreiras que se acumularão ao longo de nossas vidas? É com o se pedíssemos a um aluno acostumado a sempre “colar” que resolvesse uma prova sem o gabarito. Nunca tendo errado e, portanto, refletido e reconstruído ideias próprias, evidentemente não teria repertório nem experiências constitutivas de mínima estrutura para enfrentar o novo – como o que vem ocorrendo entre as novas gerações.
Da mesma forma, ressalta-se que essa superproteção fatalmente se desdobra na tendência a anular-se a identidade dos filhos – aspecto contundente no enredo de “Procurando Nemo”. Em decorrência desse policiamento ostensivo sobre a vida dos filhos, pais e mães impõem seus pontos de vista através de afirmações de caráter perene e indelével: “Você é vagabundo.”; “Você nunca vai gostar de estudar.”; “Você é teimoso.” etc. Sendo assim, os filhos acabam crendo que são assim mesmo e para sempre o serão; ou seja, acomodam-se às imagens que os pais compulsoriamente lhes determinam, isentando-se de perspectivas de mudanças positivas em suas vidas, consequentemente se tornando passivos diante do mundo circundante. Relevante e imprescindível, visando-se à neutralização dessa sistemática nociva, torna-se a cumplicidade dos pais ao impor limites, o que implica, sobretudo, unidade no discurso de ambos. Aos filhos devem ser claras as regras de convivência, sustentadas pelas posturas uníssonas de seus pais – mesmo que não estes morem mais juntos. Isso contribui inegavelmente à formação, nos jovens, de uma personalidade firmada sobre sólidos princípios, que os tornarão menos suscetíveis a seguirem rumos indesejáveis em suas tomadas de decisão vida afora.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1476810765695https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001579;ord=1476810782937
Como se vê, educar, além de trabalhoso, requer dedicação extrema e treino constante. Pais devem, portanto, exercitar continuamente sua tarefa educativa, dispondo-se a diárias e contínuas reflexões e autoavaliações, em diálogo constante com o cônjuge e com os filhos, até que se incorporem definitivamente regras básicas do processo educativo, as quais, no caso, consistem na coerência entre o que se diz e o que se pratica; na co-responsabilidade entre pai e mãe e demais educadores; na clara delimitação de regras e limites e no respeito compartilhado diariamente pelos familiares entre si e entre cada um deles e seus semelhantes. Tendo em vista o dia-a-dia caótico de hoje, urge a necessidade de se formarem cidadãos conscientemente autônomos, embora interdependentes, capazes de contribuir à reconstrução e à transformação do mundo, num saudável movimento de constante evolução.
"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.



GCM CLÁUDIO RAIMUNDO/LARANJAL PAULISTA/SP

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Jovem com doença incurável faz apelo na web por cadeira de rodas

Jovem com doença incurável faz apelo na web por cadeira de rodas

Morador de Laranjal Paulista diz que sente dores 24h por dia.
'Um dos meus sonhos é poder ir à praça tomar sol sozinho', afirma.

Caio Gomes SilveiraDo G1 Itapetininga e Região

Edson antes e depois da doença incurável (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)Edson antes e depois de sofrer de neuropatia (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)









Vítima de neuropatia, doença que provoca dor na região lombar 24 horas por dia e não tem cura, o morador de Laranjal Paulista (SP) Edson Sales, de 29 anos, começou a fazer uma campanha na internet para arrecadar R$ 15 mil e realizar um dos seus sonhos: comprar uma cadeira de rodas motorizada. Em entrevista ao G1, Edson contou que há quatro anos sofre da doença, que o fez ficar afastado do trabalho pela dificuldade em ficar em pé e também por não ter forças nos braços. Com isso, ele precisa de ajuda constante da esposa, já que não consegue se locomover sozinho com a cadeira de rodas convencional.
“Consigo ficar em pé, mas com muita dificuldade, por isso saio sozinho apenas na cadeira de rodas. Só que pela falta de força nos braços e pelas ruas esburacadas, acaba sendo perigoso, tanto é que já cai duas vezes na rua e me ralei inteiro. Precisaria de uma cadeira motorizada ao menos para tomar sol em frente de casa com mais segurança. Um dos meus sonhos é poder ir às praças perto de casa tomar sol sozinho e ir ao centro. Esse é uns dos três sonhos que tenho”, comenta.
 Segundo Edson, sua esposa Erika Sales, de 31 anos, foi quem teve a ideia de fazer a campanha na web. A página foi criada em 22 de setembro deste ano e mostra que apenas 3,67% dos R$ 15 mil necessários, ou R$ 550, foram arrecadados. O objetivo é que até o final do ano eles possam comprar a cadeira. “Desde o final de 2012 estamos nessa luta. Hoje já não aguento mais ver ele caindo de muleta ou da cadeira se machucando”, lamenta Erika.
“Consigo ficar em pé, mas com muita dificuldade, por isso saio sozinho apenas na cadeira de rodas. Só que pela falta de força nos braços e pelas ruas esburacadas, acaba sendo perigoso, tanto é que já cai duas vezes na rua e me ralei inteiro. Precisaria de uma cadeira motorizada ao menos para tomar sol em frente de casa com mais segurança. Um dos meus sonhos é poder ir às praças perto de casa tomar sol sozinho e ir ao centro. Esse é uns dos três sonhos que tenho”, comenta.
Edson faz vaquinha para comprar uma cadeira de rodas automática (Foto: Reprodução/ vakinha.com.br)Edson faz vaquinha para comprar uma cadeira de rodas automática (Foto: Reprodução/ vakinha.com.br)









Doença
A neuropatia é uma doença que ataca o sistema nervoso, por isso causa dor constante. Segundo Edson, ela se desenvolveu em 2012, meses depois de se casar quando tinha 25 anos e ainda morava em São Paulo (SP). Até então vivia normalmente, mas depois de dores nas costas descobriu três graves hérnias de disco. De acordo com ele, foi depois de uma cirurgia para a retirada dessas hérnias é que a doença se desenvolveu.
Médico Vinicius Benites é responsável pelo caso há anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)Médico Vinicius Benites é responsável pelo caso
há anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)
“Eles fizeram a cirurgia de forma muito invasiva, diferentemente como esse tipo de intervenção é feito atualmente. Fiz duas cirurgias com a mesma equipe, uma para a retirada das hérnias e a outra para correção, que não adiantou. Só depois que troquei de hospital no ano seguinte, 2013, e fiz novas cirurgias é que o problema foi corrigido realmente. Porém, era tarde demais”, afirma.
O atual médico de Edson e responsável pelas últimas intervenções, o neurocirurgião especialista em coluna Vinicius Benites, nega que seja possível confirmar algum erro médico antes de assumir o caso. “As hérnias se desenvolveram por pré-disposição genética e não têm relação alguma a trabalho ou algum esporte que ele tenha praticado”, explica.
Benites ainda conta que foi colocado um eletrodo na coluna de Edson para que a dor diminuísse. Porém, sem sucesso. “A última cirurgia que fizemos foi para a implantação de um eletrodo na coluna. Normalmente nesses casos o eletrodo acaba com a dor, mas com o Edson não houve sucesso, a dor só diminuiu. Esse é um caso que entristece, porque foge de nosso alcance como médico.”
Outro problema da doença é que a ingestão sem interrupções de medicamentos resulta em dependência, diz o médico. “Na última vez que tive contato com o Edson ele vivia uma crise de abstinência da morfina, isto é, tinha dificuldades para dormir e irritabilidade. Sintomas psicológicos muito semelhantes a qualquer droga”, descreve.
Erika conta que marido já perdeu e ganhou peso devido às doenças (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)Erika conta que marido já perdeu e ganhou peso
após doenças (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)
SDCR
Além de neuropatia, Edson sofre com outra doença incurável: a Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR). A síndrome fica adormecida na maioria do tempo, mas quando se manifesta causa dor intensa na perna esquerda de Edson. “É insuportável, como se colocassem minha perna dentro de um forno. Quando ela chega só penso em ir para o hospital. Houve uma vez que fiquei 26 semanas internado para que ela sumisse”, conta.
A SDCR também é uma decorrência da primeira cirurgia, afirma o paciente. Afastado do trabalho como técnico de telecomunicações há quatro anos, Edson diz que já procurou um advogado e quer entrar na Justiça contra o hospital da primeira cirurgia. “Médicos já me falaram que eu não poderei mais trabalhar devido às dores, ou seja, eles me deixaram um inválido. Se entrar na Justiça vou pedir que o hospital pague uma terapia em Portugal, onde vi que há um centro de referência dessa doença”, conclui.
Além do tratamento da coluna com Benites, Edson faz acompanhamento com a equipe médica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (SP). “A equipe de Botucatu é responsável pelo tratamento da dor. Eles fizeram testes com 30 tipos de medicamentos diferentes em mim", diz o paciente.
Agora, o desejo de Edson é ter a ‘liberdade’ de volta. “Com a cadeira eu poderia ir ao posto passar em consulta, pegar remédios, ir ao banco e também devolveria a minha liberdade que me tiraram”, ressalta.
Edson e Erika casaram-se meses antes do surgimento da doença (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)Edson e Erika casaram-se meses antes do surgimento da doença (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)
'Não aguento mais ver ele caindo da muleta', diz esposa de Edson (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)'Não aguento mais ver ele caindo da muleta', diz esposa de Edson (Foto: Arquivo Pessoal/ Edson Sales)
 





















GCM CLÁUDIO RAIMUNDO/LARANJAL PAULISTA/SP


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ah, é, a maconha não faz nada? Então olhem para o meu filho!

Ah, é, a maconha não faz nada? Então olhem para o meu filho!

"Não se fala dos efeitos secundários - mas eles são gravíssimos"


maconhaA maconha destruiu o cérebro do nosso filho e de muitos outros jovens. Eles começaram a fumar ‘baseados’ aos 12, 14 anos, idades em que acontecem grandes mudanças no organismo e na mente, e os neurônios deles foram afetados de modo muito negativo. Não somos só nós, os pais, que dizemos isso, mas também os médicos”.
A espanhola Montserrat Boix é mãe de um rapaz com graves transtornos mentais. Quando ela fez a declaração acima, o jovem estava desaparecido já fazia 10 dias, depois de fugir da clínica psiquiátrica na qual estava em tratamento. Montserrat considera que as instituições da sociedade não estão agindo eficazmente diante das situações – graves – de famílias que têm de lidar com casos de transtorno mental. Ela conta, por exemplo, que a polícia nunca localizou o seu filho nas várias ocasiões em que ele fugiu.
Estes problemas não estão sendo levados a sério o suficiente. Parece que aqueles que propõem o consumo livre da maconha têm mais poder na sociedade e na mídia. Não se fala dos efeitos secundários, e eles são gravíssimos”, lamenta.
Montserrat Boix fez suas declarações à Plataforma pela Família Catalunha-ONU, que, além de divulgar os problemas das famílias afetadas, prepara conferências familiares sobre saúde mental em parceria com o governo local de Barcelona.
Montserrat prossegue: “Falam em legalização da maconha. Se a questão é vender em farmácias com receita médica para algum tratamento, de acordo. Mas se é para permitir a venda livre e sem nenhum controle, rejeitamos de maneira absoluta”.

Convivência muito difícil

Esta mãe espanhola descreve a atual convivência com o filho, que tem 27 anos, como “muito difícil”: ele é agressivo, não respeita quaisquer horários, não toma a medicação para tratar seu transtorno, consome drogas e foge de casa com frequência.
Desesperada, ela prossegue: “Não podemos fazer nada além de temer que o nosso filho volte a cometer algum crime para ser preso e receber algum tratamento na cadeia. Ou que alguém o mate numa briga. Pessoas nessa situação acabam ou na cadeia ou no cemitério. Não é oferecido nada para os doentes mentais severos, agressivos e que consomem drogas”, denuncia, assegurando que são muitas as famílias em situação semelhante à dela.
Os políticos, a seu ver, se interessam muito pouco pela situação das famílias que enfrentam esse tipo de desafio. Para ela, os pais de pessoas nesta situação não deveriam perder a autoridade legal sobre os filhos afetados por doenças mentais quando eles atingem a maioridade: “Eles não estão em condições de exercer a liberdade. Não têm critério para administrá-la. [As autoridades] perguntam a eles se dão consentimento para ser internados, e eles dizem que não. Os pais não podem dizer nada. Mas depois chegam os problemas, que são enormes”.

Soluções

A solução que Montserrat propõe é a mesma já adotada em outros lugares do mundo, como a Fazenda da Esperança, no Brasil: a criação centros públicos de saúde mental em áreas rurais, para que os pacientes internados realizem trabalhos no campo e cuidem de animais, por exemplo, e não possam sair da clínica enquanto estiverem em tratamento.
Ela foi além das palavras e, junto com seu marido, já criou uma pequena indústria de iogurte, a Delícies del Berguedà, para que ali trabalhem pessoas com problemas de saúde mental.
Montserrat recorda que, na Espanha, os antigos manicômios para pessoas com transtornos mentais foram extintos na década de 1970, mas não foram substituídos por outras instituições que, ao mesmo tempo, os tratem adequadamente e protejam o resto da sociedade.
E lança um apelo ao mundo: “Nós, pais e mães, estamos desesperados e nos sentimos impotentes diante desta situação”.



GCM CLÁUDIO RAIMUNDO/LARANJAL PAULISTA/SP