segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Vote em Guardas Municipais eles podem fazer a diferença nas Cidades brasileiras.


Guardas Municipais podem fazer a diferença nas Cidades brasileiras.

Provo e tenho a Convicção que as Guardas Municipais podem fazer a diferença nas Cidades brasileiras.

Os amigos sabem que sou advogado e professor de direito há 10 anos e simpático a diversos assuntos do direito, em especial, os temas que envolvem o serviço público e segurança pública municipal, daí o meu ativismo com Sindicatos e Associações de Servidores, em especial, Guardas Civis Municipais.

Sou casado com a Guarda Municipal de Cotia/SP Marina Vasques Lemos e obviamente o nosso cotidiano gira em torno deste tema e de outros do serviço público.

Sinto que os Guardas pelo País a fora estão sofrendo para aplicar a Lei Federal n.º 13022/14 (Estatuto das Guardas) que manda os Prefeitos organizarem suas Instituições com plano de carreira, armamento, corregedoria e ouvidoria e etc. Vejo vários colegas promovendo denúncias no Ministério Público cobrando a adequação da Lei o que é válido, porém, sei que o caminho Judicial é demorado e infelizmente muitas Instituições vão sofrer por anos e anos, pois, o que de fato implementará a Lei Federal n.º 13022/14 é a vontade política. O Judiciário em algum momento vai impor o que deve ser feito, porém, ao seu tempo que infelizmente não é e não será o tempo dos patrulheiros que clamam pelo direito de trabalhar pelo País a fora "hoje!".

As Guardas estão começando a ver decisões do Poder Judiciário reconhecendo a importância dos serviços e tendo que conviver com outras que restringem direitos e até mesmo anulando bons serviços prestados, relaxando flagrantes por exemplo. A Lei Federal n.º 13022/14 "veio antes" da necessária mudança da Constituição Federal que infelizmente ainda trata o Guarda como "vigilante de próprios públicos", embora, toda gente saiba que não é daí a confusão e a necessidade da aprovação da PEC 534 que se encontra há anos pronta para a votação.

Por sorte o prazo de adequação da Lei Federal n.º 13022/14 (Estatuto das Guardas) findou com a eleição municipal deste ano de 2016, trazendo o tema “Guarda Municipal" para o centro dos debates eleitorais.

Os Guardas terão uma chance única de acertar o VOTO naqueles que tenham compromisso com a classe e a perfeita adequação da Lei Federal n.º 13022/14 e ressalto que a minha fala não é direcionada somente as Guardas e sim as famílias destes e a sociedade em geral. Eu acredito que as Guardas Municipais estruturadas - com no mínimo: sedes, centros de formação e rádio digital - e capacitadas - com formação da SENASP, plano de carreira e armadas - podem atender com plenitude o serviço de segurança nas Cidades com muita eficiência.

A vontade política precisa de direcionamento e falo abertamente para que os Guardas Municipais e a população fique atenta e procure eleger o tema: segurança como uma das prioridades destas eleições e VOTEM em bons candidatos a Prefeito e em Guardas Municipais e/ou em que sejam simpáticos a esta causa para o exercício das funções de Vereador, pois, o futuro da segurança pública se faz com Guardas Civis!

Peço antecipadamente perdão para nomes que eventualmente eu possa esquecer, porém, de antemão, a população de Manaus/AM conta com a força de Ulisses Filho, em Fortaleza/CE com a garra de Marcio Márcio Cruz, em Belo Horizonte/MG, São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ com o ativismo dos competentes Pedro Bueno, Carlinhos Silva e Jones Moura, em Criciúma/SC com jovem e competente Viana, em Apucarana/PR com o destemido Pablo Rocha Pereira, em Juazeiro do Norte/CE e em Caruaru/PE com os bravos patrulheiros Assis Zacarias Lima e Golf Mike Márcio, em Carapicuíba/SP com o aguerrido Silas Lima, em Várzea Paulista com o competente Alex, em Osasco/SP com o Moreira, em Barueri/SP com destemido Anderson Kowales e outros colegas igualmente aguerridos, em Santa Barbara do Oeste com o sábio professor e Guarda Municipal Eliel Miranda em Cotia/SP com o Rafael da Guarda, Romildo Borges, Daniela, Dagmar Pereira Dos Santos e Toninho em Itapevi/SP com os colegas Wendel Ajala de Mattos e Renato Cesar Itapevi, em Laranjal Paulista interior/SP Cláudio Raimundo enfim, acredito que pelo Brasil a fora exista outras centenas de candidatos interessados na causa e preocupados com a segurança e que precisam do voto.

Tenham consciência e acertem na escolha.

Segue o link do meu vídeo do YOUTUBE sobre o tema:  https://youtu.be/2K_m1ob_TJk

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FONTE: Dr. Michel Silva 

GCM CLÁUDIO RAIMUNDO/LARANJAL PAULISTA/SP

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O QUE É BULLYING?

O QUE É BULLYING?

CONCEITUAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E TIPOLOGIA DO BULLYING ESCOLAR

    Bullying escolar é o nome de um fenômeno difícil de ser detectado porque sua prática às vezes é velada, sendo confundido com violência escolar, mas com grande poder destrutivo.
O que é bullying?

    É um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, sem motivação evidente, adotados por um ou mais alunos contra outro, causando dor, angústia e sofrimento e executados dentro de uma relação desigual de poder.
    Simplificando, bullying é uma forma intencional e repetitiva de atitudes cruéis feitas por um ou mais alunos contra outro aluno.
O que é bully ou bullies?

    Bully é o indivíduo que pratica bullyingBullies é o plural desse termo.
    Bully significa “valentão”, caracterizando o indivíduo como muito valente, decidido, intrépido, afoito, turuna, audaz, corajoso, que não tem medo, destemido. Porém, essas qualidades são usadas para abuso de poder, para tiranizar, praticar crueldade, oprimir, perseguir. O bully é extremamente impiedoso, insensível à dor do outro e totalmente desprovido de amor.

Como caracterizar o bullying?

    Caracteriza-se pela prática de maus-tratos entre colegas de escola, repetidos com frequência superior a três vezes durante o ano letivo.
Onde ele ocorre?

    Em todos os ambientes escolares, com maior frequência na sala de aula, seguido do pátio de recreio, corredores, banheiros e transporte escolar.
Como identificar a vítima – o papel do educador

    Observar atentamente as relações interpessoais. Nos trabalhos em grupo ou jogos é o último a ser escolhido, é alvo de “zoação”, caçoada, apelidos, é triste, deprimido, aflito, ansioso, irritadiço, agressivo, apresenta súbita queda no rendimento escolar, não faz perguntas, não tira dúvidas, tem desinteresse pelos estudos, falta com frequência às aulas, apresenta arranhões, ferimentos, isola-se dos demais, apresenta material escolar e roupas danificados, é intimidado, perseguido ou maltratado. Observar suas reações e expressão fisionômica quando atacado.
Como identificar o filho vítima – o papel da família

    Não quer ir à escola, pede para mudar de escola, não gosta da escola, na segunda-feira está triste, chora sem razão, tira notas baixas, pede dinheiro sem necessidade, tem pesadelos, pede para ser levado à escola, perde dinheiro e pertences, apresenta roupas e livros rasgados, some objetos de sua casa, apetite obsessivo, não convida amigos para ir a sua casa, fica aliviado na sexta-feira, feriados e férias, simula dores e mal-estar, muda o trajeto, comenta que o professor é chato, não é convidado para festas ou casa de amigos, tem medo de ir e voltar sozinho, tem “ar” de assustado, tranca-se no quarto, isola-se, tem uma tristeza profunda.
Como identificar as possíveis causas que faz um estudante ser um agente do bullying

    Espera que todos façam suas vontades, que suas ordens sejam atendidas, gosta da sensação de poder, tem dificuldade de relacionamento, sofre intimidações, é maltratado em sua casa, vive sob pressão, é humilhado pelos adultos, sente-se inseguro e inadequado, já foi vítima de algum tipo de abuso.
Como identificar quem é alvo do bully

    Geralmente apresenta físico frágil, muito baixo ou muito alto, usa óculos, obeso, muito magro, apresenta deficiência física, têm muitas espinhas, timidez, introvertido, tira notas altas, é muito bonita, tem traços diferentes do “padrão” nos aspectos culturais, étnicos ou religiosos. Os obesos e os tímidos são os alvos principais.
Como agir se seu filho é o agressor

    Mantenha a calma, não ignore a situação, não o agrida, nem o intimide, pois ele precisa de ajuda. Entre em contato com a escola; converse com professores e amigos que ajudem a identificar o problema, dar orientações e limites firmes para controlar seu comportamento, encorajar a pedir desculpas ao colega que ele agrediu, valorizar sua autoestima, criar situações em que ele se saia bem, elogie e o ame.
Como agir se seu filho é vítima

    Se você suspeita que seu filho está sendo vítima de bullying, procure conversar com ele e encoraje-o a falar. Se ele relatar por si próprio, acredite nele. Transmita-lhe confiança e com a aprovação dele procure o professor ou a direção escolar.
Autora: Aloma Ribeiro Felizardo. Texto extraído do livro Bullying: o fenômeno cresce! Violência ou brincadeira? Pinhais: Ed. Melo, 2011.

FONTE: http://bullyingcyberbullying.com.br/bullying/o-que-e-bullying/



Quer saber mais: 
            http://www.infoescola.com/sociologia/bullying-na-escola/





GCM CLÁUDIO RAIMUNDO / LARANJAL PAULISTA / SP

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A INFÂNCIA QUE EU VIVIA

A INFÂNCIA QUE EU VIVIA

Sou do tempo que menino
Dava a bênção todo dia
Botava lixo pra fora
Serviço pequeno fazia
Se mandasse ir comprar pão
Com briga ou com confusão
Dava a gota, mas ia
Acordava logo cedo
Ia pra escola estudar
Comia lanche lá mesmo
Corria e ia brincar
De meio-dia voltava
Tomava banho, almoçava
No meio do mundo ia andar
Lá pras cinco, cinco e meia
Chegava todo grudento
Os pés da cor de carvão
Pescoço todo nojento
Tomava banho e comia
Novela boa assistia
E voltava pro movimento
Pro movimento da rua
Que parecia não parar
Esconde esconde, pega pega
Uma bola pra chutar
Abria o tampo do dedo
Ia pra casa com medo
Da bronca que ia levar
No outro dia ia pra escola
Devagar e manquejando
E no recreio parado
Vendo os meninos jogando
O curativo arrancava
E a dor eu disfarçava
Já tava no mei brincando
Brincadeira tinha muitas
Não faltava opção
Toca, pipa, futebol
Barra bandeira, garrafão
Virava guarda ou Doutor
Bombeiro ou professor
Com muita imaginação
E os amigos que eu tinha
Viveram alegremente
Pois não tinha tanta droga
Marginal ou delinquente
A liberdade era demais
Porém tinha nossos pais
Pra botar prumo na gente
Hoje em dia os meninos
Acordam de meio-dia
Vão pra escola zangado
Com cara de rebeldia
E jamais vão entender
Como era bom viver
A infância que eu vivia.




GCM CLÁUDIO RAIMUNDO/LARANJAL PTA./SP

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Municípios com guarda municipal não poderão contratar segurança privada

 Municípios com guarda municipal não poderão contratar segurança privada
Publicado em: 03 junho 2016 por O Cão De Guarda Notícias nos Marcadores: ,

 03/06/16 - Encaminhado por Wesley Silva: A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4467/16 que proíbe os municípios que mantêm guarda municipal de contratarem Serviços de Segurança Privada. Veja também: Comportamento no trânsito - Flagrantes da falta de cidadania!

Segundo a proposta, de autoria do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), a Constituição Federal já prevê a formação de guarda municipal para a proteção dos bens, serviços e instalações do município. Fraga afirma que, com a mudança, o município economizará para investir em educação, saúde, transporte, saneamento básico e moradia. “Não se apresenta conveniente, nem lógico, carrear parcela razoável do orçamento municipal para a contratação e manutenção de segurança privada, de alto custo, concorrendo com um serviço já executado pelo próprio Município, através de sua guarda municipal”, justificou.

Alberto Fraga: não é lógico contratar segurança privada para executar mesmo serviço da guarda municipal

Tramitação

O projeto, antes de ser votado no Plenário, será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-4467/2016


GCM CLÁUDIO/LARANJAL PAULISTA/SP

domingo, 6 de dezembro de 2015

GUARDA CIVIL MUNICIPAL DE LARANJAL PAULISTA PARTICIPARÁ DE PASSEATA EM PROTESTO CONTRA O USO DO CEROL NAS LINHAS DE PIPA.

GUARDA CIVIL MUNICIPAL DE LARANJAL PAULISTA PARTICIPARÁ DE PASSEATA EM PROTESTO CONTRA O USO DO CEROL NAS LINHAS DE PIPA.



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         Motociclistas e convidados se reunirão na tarde do próximo sábado (12)  no posto Bela vista(Shell) para uma manifestação contra o uso de cerol nas linhas de pipa. A "MOTOCIATA", como a passeata foi chamada, faz parte da Campanha Nacional “Cerol Não”,  tem como objetivo principal  a conscientização dos perigos dessa brincadeira assassina, bem como  distribuir e instalar antenas nas motos para evitar acidentes.
         Laranjal Paulista existe a lei proibindo o uso da mistura de vidro moído com cola. A lei municipal 2.680, de 27 de fevereiro de 2009, proíbe a venda comercial e o uso de cerol em linhas de pipas, papagaios, pandorgas e semelhantes.
No mês de julho passado, um motociclista morreu ao ser ferido por uma linha de pipa no município de Cerquilho, o motociclista foi ferido no pescoço e caiu na pista. Ele foi socorrido por uma equipe médica da concessionária que administra a via, de acordo com os socorristas, o motociclista já encontrava-se morto no momento do atendimento.

                                                                       
Laranjal vai tremer ao som dos motores e muito Rock'll.


Sábado 12 de Dezembro, à partir das 14h com saída do posto Shell.  Rua Governador Pedro de Toledo

MOTOCIATA em conscientização CONTRA o uso do Cerol, seguindo para o DECEMBER ROCK no ACKASO eventos, Rock de primeira, tocando verdadeiros clássicos, Amigos, irmãos motociclistas, motoqueiro, motoboy, juntem-se a nós nessa Causa....

 "CEROL NÃO, CORTE ESSA IDÉIA".

Foram realizadas durante todo o decorrer de 2015, nas escolas municipais do ensino básico infantil, palestras referentes ao uso do cerol, seus riscos e consequências. As palestras foram  ministradas a alunos do 3º, 4º e 5º anos e fazem parte do projeto  “Pipa Feliz... É sem Cerol” que foi desenvolvido e adaptado pelo GCM Cláudio para o público infantil laranjalense. 

Durante as palestras, ministradas pelo GCM Cláudio,  foram utilizados  vídeos  e projetores que têm a finalidade de passar o tema de forma mais lúdica e divertida às crianças, sendo ministrados temas como riscos relacionados ao cerol e à linha chilena, que é quatro vezes mais cortante que o linha com Cerol, potencializando os seus efeitos e também os riscos com o seu uso.
Atualmente, a falta de educação e orientação tanto dos pais como dos filhos, fez da brincadeira inocente de empinar pipas, um risco às pessoas que fazem uso de vias públicas, sendo os motociclistas e ciclistas as suas maiores vítimas, além do grande risco que trazem ao serem empinadas perto de linhas de transmissão de energias, pois também podem acarretar choques elétricos e rompimentos de fios.



No estado de São Paulo, o uso, fabricação e comercialização de Cerol, Cortante ou similares em linhas de pipas e papagaios são proibidos por lei devido aos seus potenciais riscos à vida e à integridade física.

Segundo o GCM Cláudio, o problema não é a brincadeira, mas sim o uso de substâncias cortantes na linha utilizada para colocar a pipa ou papagaio no céu, o que a torna um instrumento eficaz para trazer riscos às pessoas. Apesar da iniciativa da Guarda Civil Municipal em orientar as crianças sobre a forma correta de se brincar, cabe aos seus responsáveis educá-los, evitando que seus filhos façam o uso de linhas cortantes durante as brincadeiras.

Escolas e instituições que desejam ter palestras desse tema dirigido aos seus alunos e empresas podem entrar em contado com a Guarda Civil Municipal pelo telefone (15) 3283-1007. A população pode colaborar com a diminuição do uso do Cerol denunciando através do telefone 199 da GCM. 

Quem quiser receber mais orientações sobre o tema ou sobre a campanha nacional “Cerol Não”, pode acessar o site cerol.com.br.

Fonte: Guarda Civil Municipal de Laranjal Paulista.

GCM CLÁUDIO / LARANJAL PAULISTA / SP

sábado, 3 de outubro de 2015

HERÓIS

HERÓIS

Policiais. Isto mesmo. Nós temos heróis de verdade. De carne e osso. Não no cinema, na fantasia. Nós podemos vê-los. Eles usam fardas, nas ruas, e são chamados de policiais militares. Outros usam roupas pretas ou vestimentas comuns, como nós, e recebem o nome de Policiais Civis, ou Guardas Municipais. Eles estão por toda parte. Bem diante de nossos olhos. Estão prontos para nos proteger e nos ajudar, das mais variadas formas.

Uma pena que muitos de nós não os condecoramos. Sequer os reconhecemos. E ainda os maltratamos. Não raro, senhores e senhoras de fina estampa, que param em fila dupla no trânsito, revoltam-se com uma simples multa de trânsito. Algum daqueles que se intitulam dos direitos humanos os qualificam como bandoleiros; e, além disso, querem tornar simpático o criminoso. Não é difícil ver, pela televisão, grosserias e desrespeitos com nossos heróis. Até o filme Tropa de Elite, nosso cinema só retratava e glamourizava a vida bandida.

Nas escolas, alguns ainda ensinam que vivemos um Estado policial e opressor. O resultado disso tudo é ouvir a molecada falando, cada vez mais, gírias que principiaram ou são comuns na marginalidade, como mano, vida loca, bagulho e por aí vai.

Que sociedade nós queremos? Quando vamos valorizar o lado certo da eterna luta entre o bem e o mal? Por que é difícil dizer, com todas as letras, que o policial é o representante do bem? Qual a razão de embolar os conceitos? Se alguns policiais erram, por que colocar na mesma vala todos os outros? Por que, quando se prende alguém que cometeu um crime, logo aparecem alguns especialistas para falar em exclusão social, má distribuição de renda, falta de educação etc, ao invés de olharem um pouquinho para a vítima (ou seus familiares) que pode ter sido salva pelo policial?

Idolatramos pessoas distantes de nós. Jogadores de futebol, artistas ou cantores que nunca vão nos dar a mão. Sequer sabem que existimos. Elegemos tais ídolos por puro impacto visual, sensações. E mais. Compramos o que eles vendem. Contribuímos para o património deles. E desprezamos as pessoas que estão pertinho de nós. Que vão nos atender, em prontidão. Esquecemos aqueles que, realmente, amparam nossas vidas.

Definitivamente, temos que mudar o rumo das coisas. Para começar, bastam gestos simples. Um aperto de mão. Um obrigado. Faça isso, com frequência, para aquele policial que você vê ali na rua, cuidando do trânsito, vigiando, ou, na delegacia de policia. Reverencie-o com um abaixar da cabeça. Mostre a ele que você o admira e espera dele o melhor, o heroismo. E pode ter certeza que ele vai corresponder, assim que qualquer um necessitar de sua ação.

Não é fácil ser herói neste pais. Nossos policiais realizam seus heroísmos, na maior parte do tempo, contra tudo e todos. Levam pancadas aqui e ali. Chegaram ao absurdo de confrontar heróis contra heróis neste Estado, anos atrás, em cenas chocantes. E eles se levantaram, mais uma vez; talvez, pelas mãos de Deus, para cumprir suas magnificas missões. E eles estão aqui, novamente. Do nosso lado. Para nos salvar.

Sim. Nós temos heróis. São os nossos policiais. Que Deus os protejam, sempre.

Fonte:   TEXTO ESCRITO PELO JUIZ DE DIREITO

EVANDRO PELARIN

PUBLICADO NO JORNAL DIÁRIO DA REGIÃO  DE 25 de setembro de 2015

GCM CLÁUDIO / LARANJAL Pta / SP

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Guarda Civil Municipal de Laranjal Paulista/SP está se consolidando como referência no uso da Justiça Restaurativa.

Laranjal Paulista aplica Justiça Restaurativa em escolas municipais

Divulgação/CCJ-MA
O município de Laranjal Paulista/SP está se consolidando como referência no uso da Justiça Restaurativa, um método de solução de conflitos que prima pela criatividade e sensibilidade na escuta das vítimas e dos ofensores, por meio da realização de círculos de pacificação em todas as escolas municipais. O projeto é interinstitucional e envolve o Judiciário e as secretarias de Educação e de Saúde. Os círculos são realizados pela Guarda Municipal da cidade cuja capacitação e coordenação tem o apoio da Vara de Justiça de Laranjal Paulista.
A Justiça Restaurativa concede à comunidade o poder de solucionar os seus próprios conflitos, em encontros chamados de círculos restaurativos, em que as partes são chamadas a resolver tensões sociais geradas por violências, crimes ou infrações. Sua prioridade é reparar danos, restaurar o senso de Justiça e reintegrar todos na sua comunidade. Contribuir com o desenvolvimento da Justiça Restaurativa é uma das diretrizes de gestão do CNJ para o biênio 2015-2016, cujo cumprimento resultou na instituição de grupo de trabalho no órgão para desenvolver estudos e propor medidas para contribuir com o desenvolvimento da Justiça Restaurativa no país.
Núcleo interinstitucional – Em Laranjal Paulista, de acordo com a juíza da comarca Eliane Cristina Cinto, a ideia dos círculos restaurativos na escola surgiu de um projeto apresentado pela Guarda Municipal da cidade que realizava um programa de palestras em escolas com o objetivo de prevenção contra as drogas. “Como já estava estudando sobre a Justiça Restaurativa, percebi que esse projeto poderia ser ampliado e buscamos a capacitação dos agentes da guarda municipal”, conta a magistrada. A vara destinou parte da verba pecuniária – recurso obtido com a aplicação de penas alternativas – para a aquisição de material a ser utilizado pelo grupo nas escolas, como telão, computadores e uniforme. A aplicação da verba pecuniária em projetos sociais passou a ser respaldada pela Resolução n. 154 do CNJ.
Por intermédio da Vara de Justiça, foram capacitados, em agosto, 60 facilitadores (ou guardiões) de Justiça Restaurativa, provenientes tanto da guarda quanto de funcionários de várias secretarias da prefeitura. O trabalho foi relizado pela consultora Monica Mumme do Laboratório de Convivência e a cidade passou a ser um polo irradiador de Justiça Restaurativa, reconhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). Como resultado da capacitação, foi criado o Núcleo Interinstitucional de Justiça Restaurativa, coordenado pela prefeitura e pela vara de Justiça, que acompanham o resultado dos círculos restaurativos promovidos pela guarda municipal nas escolas.
Conflitos complexos – Os conflitos que começaram a ser solucionados por meio dos círculos envolvem não apenas a escola, mas também as famílias e, de acordo com a juíza Eliane, muitas vezes os agentes são surpreendidos pela complexidade dos problemas envolvidos. Foi o caso, por exemplo, de uma adolescente que se recusava a ir à escola e mesmo a sair de casa alegando perseguição de outra colega. Durante o círculo, os guardiões perceberam que se tratava do fim de um relacionamento amoroso entre as duas colegas e que o motivo da perseguição era que uma delas não aceitava o término do namoro. Além disso, uma das mães não aceitava o fato de a filha ser homossexual, o que estava incorrendo em ameaças à outra família. “O conflito era muito complexo e já estava quase indo parar na delegacia. Por meio dos círculos, as adolescentes e suas mães foram encaminhadas para acompanhamento psicológico e a menina voltou a frequentar a escola regularmente”, conta a juíza.
Outro exemplo recente de sucesso na aplicação do círculo restaurativo foi o caso de dois irmãos gêmeos que estavam realizando furtos dentro da escola e fora dela. “Por meio do círculo restaurativo, foi possível conscientizar a família de que os dois estavam usando drogas e entrando para o tráfico”, conta a juíza. Os adolescentes foram encaminhados para tratamento, o que foi facilitado já que a Secretaria de Saúde da cidade também é parceira do projeto. De acordo com a juíza, ainda que os conflitos surjam na escola, muitas vezes a solução está fora dela, como por exemplo por meio do oferecimento de um emprego ou um curso.
A próxima etapa dos círculos restaurativos em Laranjal Paulista será a expansão para as escolas estaduais e para unidades socioeducativas.

Luiza de Carvalho Fariello
Agência CNJ de Notícias
Fonte: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80554-laranjal-paulista-aplica-justica-restaurativa-em-escolas-municipais


Gcm Cláudio /Laranjal Paulista / SP